{"id":10705,"date":"2017-12-06T13:38:53","date_gmt":"2017-12-06T16:38:53","guid":{"rendered":"http:\/\/sbu-sp.org.br\/novo\/?p=10705"},"modified":"2018-01-24T16:53:30","modified_gmt":"2018-01-24T19:53:30","slug":"cancer-de-prostata-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/cancer-de-prostata-2\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de Pr\u00f3stata"},"content":{"rendered":"<p><em>Dr. Flavio Trigo<\/em><\/p>\n<p>Ap\u00f3s os 50 anos, 42% dos homens podem ter altera\u00e7\u00f5es compat\u00edveis com c\u00e2ncer de Pr\u00f3stata (CaP) em achados de aut\u00f3psias. No entanto, como geralmente se trata de um tumor indolente (sem dor), apenas 9.5% ter\u00e3o esta doen\u00e7a diagnosticada e 2.9% morrer\u00e3o da mesma.<\/p>\n<p>Diagn\u00f3stico Precoce:<\/p>\n<p>Como o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata se constitui numa patologia com \u00edndices de cura superiores a 80% quando diagnosticada precocemente, o diagn\u00f3stico do C\u00e2ncer de Pr\u00f3stata numa fase em que o mesmo est\u00e1 confinado ao \u00f3rg\u00e3o, tem se tornado cada vez mais importante at\u00e9 como forma de se aumentar a longevidade das pessoas do sexo masculino. Nesta situa\u00e7\u00e3o, o tratamento cir\u00fargico ou radioter\u00e1pico proporciona elevados \u00edndices de cura.<\/p>\n<p>Nos casos em que o diagn\u00f3stico \u00e9 feito tardiamente com o estadiamento mostrando que a doen\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 mais confinada \u00e0 pr\u00f3stata o tratamento \u00e9 principalmente baseado na hormonioterapia e n\u00e3o visa mais a cura, mas sim uma melhora na qualidade de vida e sobrevida destes pacientes.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico precoce do c\u00e2ncer prost\u00e1tico \u00e9 possibilitado pela realiza\u00e7\u00e3o anual de toque retal e dosagem de PSA. Naqueles pacientes com toque retal alterado existe uma possibilidade de cerca de 35% de c\u00e2ncer e naqueles com PSA &gt; 4.0, possibilidade de 35 a 50%.<\/p>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o de toque retal e dosagem de PSA fornece uma sensibilidade superior a 70% na detec\u00e7\u00e3o destes tumores. O diagn\u00f3stico definitivo \u00e9 feito atrav\u00e9s da bi\u00f3psia transretal de pr\u00f3stata abordando-se a \u00e1rea suspeita naqueles casos com toque alterado ou atrav\u00e9s de bi\u00f3psia randomizadas guiadas por ultrassom em n\u00famero de pelo menos 06 nos casos em que apenas o PSA \u00e9 alterado. Caso uma bi\u00f3psia seja negativa existe 70 % de chance de n\u00e3o haver c\u00e2ncer. Duas bi\u00f3psias negativas elevam este valor para 90%.<\/p>\n<p>A fim de se aumentar a especificidade da determina\u00e7\u00e3o do PSA, evitando-se a realiza\u00e7\u00e3o de repetidas bi\u00f3psia em pacientes com PSA igual ou superior a 4 tem-se tentado correlacionar esta dosagem com o volume prost\u00e1tico (densidade de PSA), com a velocidade de aumento anual do mesmo (velocidade de PSA), com a idade e tamb\u00e9m fazendo-se a rela\u00e7\u00e3o entre o PSA livre e PSA total. Estes m\u00e9todos embora possam auxiliar a evitar bi\u00f3psia de repeti\u00e7\u00e3o em pacientes com PSA pouco elevado, principalmente entre 4 e 10 ng\/ml, n\u00e3o s\u00e3o suficientes para evitar a realiza\u00e7\u00e3o de pelo menos duas bi\u00f3psias. A exce\u00e7\u00e3o s\u00e3o os pacientes com mais de 70 anos onde n\u00edveis de PSA entre 5 e 6 ng\/ml podem se apenas acompanhados. Para pacientes com PSA acima de 10 tais par\u00e2metros n\u00e3o mais se aplicam, pois a possibilidade de c\u00e2ncer \u00e9 pr\u00f3xima de 50% devendo a bi\u00f3psia ser repetida.<\/p>\n<p>Fatores Progn\u00f3sticos:<\/p>\n<p>Uma vez que o paciente apresente um c\u00e2ncer de pr\u00f3stata alguns fatores podem ser \u00fateis no sentido de se prever o comportamento destes tumores indicando se o tratamento a ser adotado deve ser mais ou menos agressivo e dando uma ideia da possibilidade de cura e\/ou sobrevida aos portadores deste tipo de tumor.<\/p>\n<p>Entre os fatores progn\u00f3sticos favor\u00e1veis o PSA inicial deve ser considerado pois em pacientes com PSA&lt; 10ng\/ml raramente encontramos linfonodos acometidos ou outros sinais de doen\u00e7a a dist\u00e2ncia. Geralmente tratam-se de tumores localizados pass\u00edveis de tratamento curativo<\/p>\n<p>O grau histol\u00f3gico tamb\u00e9m representa um fator progn\u00f3stico , a grande maioria de pacientes com escore de Gleason &lt; 7 na bi\u00f3psia raramente tem g\u00e2nglios acometidos. A combina\u00e7\u00e3o de PSA &lt; 10 e Gleason &lt; 7 pode dispensar a realiza\u00e7\u00e3o de linfadenectomia nos casos em que se opta por tratamento cir\u00fargico A an\u00e1lise do material obtido atrav\u00e9s da prostatectomia tamb\u00e9m \u00e9 de suma import\u00e2ncia no progn\u00f3stico uma vez que o estadiamento pr\u00e9-operat\u00f3rio geralmente subestadia a doen\u00e7a. Outros fatores indicativos de pior progn\u00f3stico incluem invas\u00e3o capsular, margem uretral comprometida, acometimento de ves\u00edculas seminais, etc. Acometimento ganglionar indica alt\u00edssima chance de recorr\u00eancia e p\u00e9ssimo progn\u00f3stico sendo recomendado a interrup\u00e7\u00e3o da cirurgia quando este acometimento \u00e9 detectado no intraoperat\u00f3rio de pacientes com poucos sintomas.<\/p>\n<p>Naqueles pacientes cujo tumor foi diagnosticado numa fase mais avan\u00e7ada, com doen\u00e7a a dist\u00e2ncia, portanto candidatos a tratamento hormonal, a an\u00e1lise de alguns destes fatores permitir\u00e1 que se tenha uma ideia da agressividade da doen\u00e7a e, portanto, da sobrevida maior ou menor do paciente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O C\u00e2ncer de pr\u00f3stata representa o c\u00e2ncer mais frequente no sexo masculino e a segunda causa de mortalidade relacionada a c\u00e2ncer no Brasil. <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10776,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[291],"tags":[],"class_list":["post-10705","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-doencas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10705","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10705"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10705\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10707,"href":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10705\/revisions\/10707"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10776"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10705"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10705"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10705"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}