{"id":10980,"date":"2018-02-01T11:03:12","date_gmt":"2018-02-01T14:03:12","guid":{"rendered":"http:\/\/sbu-sp.org.br\/novo\/?p=10980"},"modified":"2018-02-01T11:03:12","modified_gmt":"2018-02-01T14:03:12","slug":"cancer-de-bexiga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/cancer-de-bexiga\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de Bexiga"},"content":{"rendered":"<article class=\"eight columns interna\">O c\u00e2ncer de bexiga \u00e9 um dos tumores mais frequentes. Ocupa atualmente o quarto lugar (10% dos casos) nos homens e o oitavo lugar (4% dos casos) na mulher sendo o segundo mais tratado pelos urologistas, perdendo apenas para o adenocarcinoma da pr\u00f3stata.O c\u00e2ncer de bexiga \u00e9 o segundo tipo de c\u00e2ncer mais frequente do trato do urin\u00e1rio.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"eight columns interna\">O c\u00e2ncer de bexiga \u00e9 mais frequente na ra\u00e7a branca, sendo uma das principais causas de morte por neoplasia maligna nos Estados Unidos (10000 mortes por ano). Ele apresenta incid\u00eancia predominante no sexo masculino, com uma propor\u00e7\u00e3o de 3:1 para o sexo feminino. A incid\u00eancia desse tipo de c\u00e2ncer aumenta progressivamente de acordo com o grupo et\u00e1rio, sendo especialmente mais elevada ap\u00f3s os 60 anos de idade.<strong>Fatores predisponentes<\/strong><\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de bexiga parece estar mais relacionado a fatores ex\u00f3genos do que a fatores gen\u00e9ticos, apesar da descri\u00e7\u00e3o de casos de doen\u00e7a familiar.<\/p>\n<p>O tabagismo \u00e9 o fator de risco mais significante, pois est\u00e1 presente em cerca de 50% dos casos de c\u00e2ncer de bexiga no sexo masculino e em 35% entre as mulheres. Os tabagistas apresentam uma chance duas a quatro vezes maiores de desenvolver c\u00e2ncer de bexiga, quando comparados aos n\u00e3o-fumantes. Quando o uso de tabaco \u00e9 interrompido, diminui-se a chance de aparecimento da doen\u00e7a, embora a a\u00e7\u00e3o dos fatores cancer\u00edgenos presentes possam perdurar no organismo por mais de dez anos.<\/p>\n<p>Outros fatores relacionados ao c\u00e2ncer de bexiga s\u00e3o: as radia\u00e7\u00f5es ionizantes como os raios-x, infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias de repeti\u00e7\u00e3o ou presen\u00e7a de cateteres no trato urin\u00e1rio, uso de algumas subst\u00e2ncias tais como aminas arom\u00e1ticas, ciclamato, sacarina, corantes, ciclofosfamidas entre outros.<\/p>\n<p><strong>Sinais e sintomas<\/strong><\/p>\n<p>A maioria dos tumores da bexiga \u00e9 diagnosticada durante a investiga\u00e7\u00e3o de hemat\u00faria (presen\u00e7a de sangue na urina), seu principal sinal, ocorrendo em 37% a 62% dos pacientes acometidos por este tipo de c\u00e2ncer. Nesses casos, a hemat\u00faria \u00e9, mais frequentemente, macrosc\u00f3pica (a presen\u00e7a do sangue pode ser detectada a olho nu sem aux\u00edlio do microsc\u00f3pio) e total (est\u00e1 homogeneamente misturada com o sangue).<\/p>\n<p>Nos casos de hemat\u00faria acompanhada de dor ou de sintomas irritativos, como urg\u00eancia miccional e polaci\u00faria (quando o paciente vai muitas vezes ao banheiro), deve-se pensar al\u00e9m da hip\u00f3tese de c\u00e2ncer, em causas inflamat\u00f3rias, infecciosas ou mesmo lit\u00edase urin\u00e1ria (\u201cpedra na urina\u201d). Deve-se diferenciar tumor de bexiga de outras doen\u00e7as que provocam hemat\u00faria e sintomas relacionados ao trato urin\u00e1rio baixo.<\/p>\n<p>Outros sintomas mais raros do c\u00e2ncer de bexiga s\u00e3o dor lombar (\u201cdor nas costas\u201d), presen\u00e7a de massa palp\u00e1vel no hipog\u00e1strio (\u201cbarriga\u201d) ou edema (\u201cincha\u00e7o\u201d) nos membros inferiores (coxas, pernas e p\u00e9s). A doen\u00e7a quando se encontra num grau mais avan\u00e7ado pode vir acompanhada de emagrecimento entre outras manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/p>\n<p>Quando ocorrer suspeita de c\u00e2ncer de bexiga o m\u00e9dico poder\u00e1 se utilizar de diferentes exames cl\u00ednicos realizados no consult\u00f3rio, como palpa\u00e7\u00e3o abdominal, toque retal e toque vaginal.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses exames, existem diversos exames complementares, como exames de urina (para detectar presen\u00e7a de sangue invis\u00edvel a olho nu), ultrassonografia de vias urin\u00e1rias, urografia excretora e citoscopia.<\/p>\n<p>A citoscopia (endoscopia da bexiga) \u00e9 o melhor exame para o diagn\u00f3stico de tumor da bexiga, sendo que se trata da visualiza\u00e7\u00e3o do interior das vias urin\u00e1rias atrav\u00e9s da inser\u00e7\u00e3o de um citosc\u00f3pio pela abertura da uretra. Atualmente, com os modernos aparelhos flex\u00edveis, tornou-se mais f\u00e1cil e mais c\u00f4modo realizar a citoscopia no consult\u00f3rio com anestesia local.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Tratamento<\/strong><\/p>\n<p>O tratamento dos tumores de bexiga se baseia na ressec\u00e7\u00e3o completa das les\u00f5es, inicialmente, por via endosc\u00f3pica. Em casos mais avan\u00e7ados, pode ser necess\u00e1ria a remo\u00e7\u00e3o cir\u00fargica da bexiga. Tratamentos adicionais, como terapias intra-vesicais, radioterapia e quimioterapia podem ser necess\u00e1rios em casos espec\u00edficos.<\/p>\n<p>A escolha do tratamento dever\u00e1 ser feita pelo m\u00e9dico urologista, que se basear\u00e1 nas caracter\u00edsticas do tumor e nas particularidades dos pacientes. Atualmente, devido a abund\u00e2ncia de m\u00e9todos terap\u00eauticos eficientes, as chances de cura para os diversos tipos de tumores da bexiga s\u00e3o altas.<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer de bexiga \u00e9 um dos tumores mais frequentes. 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