{"id":20975,"date":"2026-01-29T15:20:28","date_gmt":"2026-01-29T18:20:28","guid":{"rendered":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/?p=20975"},"modified":"2026-01-30T10:35:26","modified_gmt":"2026-01-30T13:35:26","slug":"calor-pode-favorecer-o-aparecimento-de-pedras-nos-rins-como-identificar-os-sinais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/calor-pode-favorecer-o-aparecimento-de-pedras-nos-rins-como-identificar-os-sinais\/","title":{"rendered":"Calor pode favorecer o aparecimento de pedras nos rins \u2013 como identificar os sinais"},"content":{"rendered":"<p><em>* Por Dr. Antonio Corr\u00eaa Lopes Neto<\/em><\/p>\n<p>Muitas pessoas j\u00e1 viveram alguma situa\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 lit\u00edase urin\u00e1ria, popularmente conhecida como \u201cpedras nos rins\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de frequente, essa condi\u00e7\u00e3o traz grande risco de complica\u00e7\u00f5es, o que exige cuidado adequado, o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Hoje, a lit\u00edase \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica: estima-se que a doen\u00e7a atinja cerca de 10 a 15% da popula\u00e7\u00e3o mundial e que 1,5 milh\u00e3o de brasileiros convivam com algum tipo de disfun\u00e7\u00e3o renal.<\/p>\n<p>A literatura m\u00e9dica demonstra que este n\u00famero est\u00e1 em franca progress\u00e3o. Al\u00e9m disso, temos notado aumento na incid\u00eancia e novos casos. Entretanto, por n\u00e3o ser uma doen\u00e7a com notifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria, os n\u00fameros no Brasil carecem de documenta\u00e7\u00e3o mais precisa.<\/p>\n<p>Em 2025, a Revista <em>Frontiers in Urology<\/em> revelou que, na Am\u00e9rica Latina, houve um aumento na incid\u00eancia de 155 casos\/100 mil habitantes em 1990 para 296 casos\/10 mil habitantes em 2021. E o Brasil aparece como o pa\u00eds com maior incid\u00eancia.<\/p>\n<p>Estamos falando de uma doen\u00e7a recidivante em aproximadamente 50% dos casos, o que exige um tratamento mais dedicado para diminuir as recorr\u00eancias. Atinge predominantemente os homens, por\u00e9m o n\u00famero de casos em mulheres tem aumentado nos \u00faltimos anos, provavelmente devido \u00e0s mudan\u00e7as comportamentais como aumento da obesidade, altera\u00e7\u00f5es na dieta e estilo de vida.<\/p>\n<h5><strong>Risco aumenta no ver\u00e3o<\/strong><\/h5>\n<p>Durante o ver\u00e3o, devido \u00e0s altas temperaturas e a h\u00e1bitos alimentares, o problema pode se agravar. \u00c9 o que revela o levantamento do Centro de Refer\u00eancia em Sa\u00fade do Homem, em S\u00e3o Paulo: um aumento de at\u00e9 30% nos atendimentos relacionados \u00e0 condi\u00e7\u00e3o neste per\u00edodo do ano.<\/p>\n<p>Estes n\u00fameros podem ser ainda maiores em regi\u00f5es mais quentes, j\u00e1 que a desidrata\u00e7\u00e3o torna a urina mais concentrada e mais suscet\u00edvel ao ac\u00famulo de cristais e elementos que formam as pedras dentro dos rins.<\/p>\n<p>Por este motivo, os meses de janeiro e fevereiro no Brasil merecem uma aten\u00e7\u00e3o especial!<\/p>\n<p>Para reduzir o risco da forma\u00e7\u00e3o de pedras, \u00e9 fundamental:<\/p>\n<p>&#8211; Realizar hidrata\u00e7\u00e3o abundante, que permita uma urina clara;<br \/>\n&#8211; Reduzir o consumo de sal, bebida alco\u00f3lica e prote\u00ednas;<br \/>\n&#8211; Controlar a obesidade.<\/p>\n<p>Quando as pedras se encontram dentro dos rins, a pessoa geralmente n\u00e3o apresenta sintomas. Neste caso, trata-se de um inimigo silencioso e sua detec\u00e7\u00e3o ser\u00e1 realizada atrav\u00e9s de exames preventivos, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada.<\/p>\n<p>Se elas migram para os ureteres (canal que conduz a urina dos rins para a bexiga) geralmente causam obstru\u00e7\u00e3o e a temida c\u00f3lica renal, que \u00e9 caracterizada por uma dor habitualmente muito forte, necessitando de atendimento hospitalar imediato para analgesia e tratamento.<\/p>\n<p>Infec\u00e7\u00f5es e sangramento na urina podem acompanhar o quadro. Em situa\u00e7\u00f5es mais graves, ou quando h\u00e1 demora no tratamento, a doen\u00e7a tamb\u00e9m pode levar \u00e0 perda da fun\u00e7\u00e3o renal.<\/p>\n<h5><strong>Acesso aos tratamentos<\/strong><\/h5>\n<p>Atualmente, existem tratamentos minimamente invasivos por endourologia, que s\u00e3o realizados com t\u00e9cnicas que utilizam endosc\u00f3pios, \u00f3ticas, fibras e lasers e\u00a0 t\u00eam excelentes resultados para remo\u00e7\u00e3o desses c\u00e1lculos e preserva\u00e7\u00e3o dos rins.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, oferecem menos dor e melhor convalescen\u00e7a, permitindo r\u00e1pido retorno \u00e0s atividades habituais.<\/p>\n<p>No entanto, toda essa tecnologia encarece o tratamento desta doen\u00e7a, dificultando o acesso principalmente em servi\u00e7os p\u00fablicos. \u00c9 muito grande o n\u00famero de pacientes aguardando tratamento e, nem sempre, estas modalidades est\u00e3o dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um grande desafio para o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS): administrar as grandes filas de pacientes, que est\u00e3o em ascens\u00e3o, realizar o diagn\u00f3stico e tratamento precoce, para minimizar complica\u00e7\u00f5es e principalmente a perda de fun\u00e7\u00e3o dos rins.<\/p>\n<p>A disponibiliza\u00e7\u00e3o de tratamentos minimamente invasivos \u00e9 fundamental para menor tempo de interna\u00e7\u00e3o e retorno mais precoce \u00e0s atividades habituais. Mas, sem d\u00favida, o custo destes equipamentos e da tecnologia envolvida nos procedimentos \u00e9 uma barreira a ser vencida.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o entre a classe pol\u00edtica, entidades m\u00e9dicas e empresas envolvidas pode ser um caminho para reduzir estes n\u00fameros.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, a sugest\u00e3o \u00e9 que procure seu m\u00e9dico, investigue se voc\u00ea \u00e9 portador de lit\u00edase urin\u00e1ria e fa\u00e7a o tratamento adequado para minimizar complica\u00e7\u00f5es e se livrar deste risco silencioso.<\/p>\n<figure id=\"attachment_20701\" aria-describedby=\"caption-attachment-20701\" style=\"width: 244px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20701\" src=\"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Antonio-Correa-Lopes-Neto-300x291.jpeg\" alt=\"\" width=\"244\" height=\"237\" srcset=\"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Antonio-Correa-Lopes-Neto-300x291.jpeg 300w, https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Antonio-Correa-Lopes-Neto-1024x995.jpeg 1024w, https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Antonio-Correa-Lopes-Neto-768x746.jpeg 768w, https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Antonio-Correa-Lopes-Neto-100x97.jpeg 100w, https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Antonio-Correa-Lopes-Neto-1536x1492.jpeg 1536w, https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Antonio-Correa-Lopes-Neto-990x962.jpeg 990w, https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Antonio-Correa-Lopes-Neto-1320x1282.jpeg 1320w, https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Antonio-Correa-Lopes-Neto-434x420.jpeg 434w, https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Antonio-Correa-Lopes-Neto.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 244px) 100vw, 244px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-20701\" class=\"wp-caption-text\">* Dr. Antonio Corr\u00eaa Lopes Neto<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Membro da Diretoria Executiva da Sociedade Brasileira de Urologia \/ SP<\/em><\/p>\n<p><em>Especialista em Lit\u00edase Urin\u00e1ria e Endourologia<\/em><\/p>\n<p><em>Docente da Disciplina de Urologia do Centro Universit\u00e1rio FMABC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>* Por Dr. Antonio Corr\u00eaa Lopes Neto Muitas pessoas j\u00e1 viveram alguma situa\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 lit\u00edase urin\u00e1ria, popularmente conhecida como \u201cpedras nos rins\u201d. 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