{"id":21007,"date":"2026-02-12T13:00:35","date_gmt":"2026-02-12T16:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/?p=21007"},"modified":"2026-02-12T13:06:40","modified_gmt":"2026-02-12T16:06:40","slug":"urologista-responde-10-perguntas-para-voce-entender-melhor-as-ists","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/urologista-responde-10-perguntas-para-voce-entender-melhor-as-ists\/","title":{"rendered":"Urologista responde 10 perguntas para voc\u00ea entender e se prevenir das ISTs"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muita informa\u00e7\u00e3o errada sobre sa\u00fade sexual ainda circula por a\u00ed\u2026 e a desinforma\u00e7\u00e3o pode colocar a sua vida em risco!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pensando nisso, o urologista Julio Zonzini preparou um conte\u00fado especial respondendo a 10 perguntas sobre as ISTs (Infec\u00e7\u00f5es Sexualmente Transmiss\u00edveis).<\/span><\/p>\n<p>Confira!<\/p>\n<p><strong>1) Houve uma queda de nascimentos na adolesc\u00eancia e aumento acima dos 40: as campanhas funcionaram?<\/strong><\/p>\n<p>Realmente houve uma mudan\u00e7a importante no perfil reprodutivo. Os nascimentos entre adolescentes ca\u00edram fortemente desde 1990 e, ao mesmo tempo, houve aumento expressivo de nascimentos em mulheres com 40 anos ou mais.<\/p>\n<p>Um conjunto de fatores foram respons\u00e1veis por esta mudan\u00e7a: maior acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, aumento da escolaridade, mudan\u00e7as socioculturais, al\u00e9m de melhor acesso a m\u00e9todos contraceptivos eficazes e, em alguns casos, evolu\u00e7\u00e3o e maior acesso a tratamentos de fertilidade. A educa\u00e7\u00e3o sexual e o acesso facilitado a m\u00e9todos contraceptivos tamb\u00e9m impactaram positivamente para a preven\u00e7\u00e3o de gravidez n\u00e3o planejada.<\/p>\n<p><strong>2) Al\u00e9m de prevenir a gravidez, o preservativo reduz o risco de transmiss\u00e3o de Infe\u00e7\u00f5es Sexualmente Transmiss\u00edveis (ISTs). Quais s\u00e3o as principais?<\/strong><\/p>\n<p>A infec\u00e7\u00e3o sexualmente transmiss\u00edvel mais frequente no mundo \u00e9 o HPV, seguido pelo v\u00edrus do herpes e, entre as infec\u00e7\u00f5es bacterianas, pela clam\u00eddia.<\/p>\n<p>O preservativo \u00e9 altamente eficaz quando a transmiss\u00e3o ocorre principalmente por meio de fluidos corporais, como s\u00eamen, secre\u00e7\u00f5es vaginais e sangue. Dessa forma, oferece prote\u00e7\u00e3o elevada contra infec\u00e7\u00f5es como HIV, gonorreia, clam\u00eddia, s\u00edfilis, tricomon\u00edase, ureaplasma, micoplasmas e hepatite B \u2014 sendo que, neste \u00faltimo caso, a vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal forma de preven\u00e7\u00e3o, com o preservativo atuando de forma complementar.<\/p>\n<p>Quando utilizado corretamente e de maneira consistente, o preservativo reduz de forma significativa o risco de transmiss\u00e3o dessas infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Entretanto, algumas ISTs s\u00e3o transmitidas principalmente por contato pele a pele, pele mucosa, ou mucosa mucosa, em \u00e1reas que o preservativo n\u00e3o cobre completamente. Nesses casos, ele reduz o risco, mas n\u00e3o elimina totalmente a possibilidade de transmiss\u00e3o. Isso ocorre, por exemplo, com HPV, herpes, s\u00edfilis (quando h\u00e1 les\u00f5es fora da \u00e1rea protegida), molusco contagioso e pediculose pubiana (chato).<\/p>\n<p>Por fim, \u00e9 importante destacar que muitas ISTs podem ser assintom\u00e1ticas, permitindo que a pessoa transmita a infec\u00e7\u00e3o sem saber.<\/p>\n<p><strong>3) Quais s\u00e3o as principais vias de transmiss\u00e3o das ISTs e quais as novidades em contracep\u00e7\u00e3o? O preservativo continua tendo um papel central na preven\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>As principais vias de transmiss\u00e3o das ISTs incluem:<\/p>\n<ul>\n<li>Rela\u00e7\u00f5es vaginais, anais e orais, com ou sem penetra\u00e7\u00e3o, dependendo do agente infeccioso.<\/li>\n<li>Contato direto entre os genitais, regi\u00e3o anal, oral e mucosas, incluindo o p\u00eanis, a vagina, a vulva, o \u00e2nus e a boca, o que \u00e9 especialmente relevante para infec\u00e7\u00f5es como HPV e herpes.<\/li>\n<li>Contato pele a pele em \u00e1reas \u00edntimas, mesmo sem troca de fluidos.<\/li>\n<li>Exposi\u00e7\u00e3o ao sangue, como ocorre em infec\u00e7\u00f5es como HIV e hepatites virais.<\/li>\n<li>Transmiss\u00e3o vertical, da m\u00e3e para o beb\u00ea, em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas durante a gesta\u00e7\u00e3o, parto ou amamenta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 importante destacar que tanto homens quanto mulheres podem adquirir e transmitir ISTs por meio dos genitais, mesmo na aus\u00eancia de sintomas, refor\u00e7ando a necessidade de preven\u00e7\u00e3o em todas as rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos m\u00e9todos contraceptivos, atualmente existem op\u00e7\u00f5es altamente eficazes para a preven\u00e7\u00e3o da gravidez, como DIU, implantes hormonais, p\u00edlulas e injet\u00e1veis. No entanto, esses m\u00e9todos n\u00e3o protegem contra ISTs.<\/p>\n<p>Por esse motivo, para uma pr\u00e1tica sexual segura, o preservativo externo ou interno continua sendo fundamental, devendo ser associado \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o contra HPV e hepatite B, al\u00e9m da realiza\u00e7\u00e3o de testagens peri\u00f3dicas, conforme a indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p><strong>4) Sintomas e sinais de alerta: por que \u00e9 importante ficar atento, mesmo sem sintomas?<\/strong><\/p>\n<p>Muitas infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis podem evoluir de forma assintom\u00e1tica, especialmente nas fases iniciais, o que significa que a pessoa pode estar infectada e transmitir a doen\u00e7a sem saber. Por esse motivo, a preven\u00e7\u00e3o, o uso consistente do preservativo e a busca por avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica em situa\u00e7\u00f5es de risco s\u00e3o fundamentais.<\/p>\n<p>Quando presentes, os sintomas mais comuns incluem:<\/p>\n<ul>\n<li>Corrimento uretral ou vaginal, ardor ao urinar, coceira e dor p\u00e9lvica.<\/li>\n<li>Feridas ou \u00falceras genitais, verrugas, bolhas, dor durante a rela\u00e7\u00e3o sexual e sangramentos fora do per\u00edodo menstrual.<\/li>\n<li>Dor ou incha\u00e7o testicular, dor anal, secre\u00e7\u00e3o ou sangramento retal, al\u00e9m de dor de garganta ap\u00f3s sexo oral.<\/li>\n<li>Manchas pelo corpo, inclusive nas palmas das m\u00e3os e plantas dos p\u00e9s, febre e \u00ednguas, que podem ocorrer, por exemplo, na s\u00edfilis.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Alguns sinais indicam a necessidade de procurar atendimento m\u00e9dico de forma mais r\u00e1pida:<\/p>\n<ul>\n<li>Dor p\u00e9lvica intensa, febre e mal-estar importante, que podem sugerir doen\u00e7a inflamat\u00f3ria p\u00e9lvica.<\/li>\n<li>Dor ou aumento de volume nos test\u00edculos.<\/li>\n<li>Feridas genitais que n\u00e3o cicatrizam.<\/li>\n<li>Gestantes com suspeita ou diagn\u00f3stico de IST.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Mesmo na aus\u00eancia de sintomas, pessoas que tiveram exposi\u00e7\u00e3o de risco, m\u00faltiplos parceiros ou suspeita de infec\u00e7\u00e3o devem procurar servi\u00e7os de sa\u00fade ou centros especializados, onde poder\u00e3o realizar exames, receber orienta\u00e7\u00e3o adequada e, se necess\u00e1rio, iniciar o tratamento precocemente.<\/p>\n<p>5<strong>) Sem tratamento precoce, as ISTs podem \u201csumir sozinhas\u201d? Qual o impacto dessas doen\u00e7as, se n\u00e3o tratadas adequadamente, no futuro do paciente?<\/strong><\/p>\n<p>Em geral, n\u00e3o \u00e9 prudente esperar que uma infec\u00e7\u00e3o sexualmente transmiss\u00edvel \u201cdesapare\u00e7a sozinha\u201d. Algumas ISTs podem at\u00e9 apresentar per\u00edodos com poucos ou nenhum sintoma, mas muitas podem persistir no organismo e evoluir com complica\u00e7\u00f5es ao longo do tempo, quando n\u00e3o s\u00e3o tratadas adequadamente.<\/p>\n<p>Entre as principais consequ\u00eancias est\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Infertilidade, dor p\u00e9lvica cr\u00f4nica e gravidez ect\u00f3pica, especialmente em casos n\u00e3o tratados de clam\u00eddia e gonorreia;<\/li>\n<li>Complica\u00e7\u00f5es na gesta\u00e7\u00e3o e no rec\u00e9m-nascido, como ocorre, por exemplo, na s\u00edfilis cong\u00eanita;<\/li>\n<li>C\u00e2nceres associados ao HPV, como os de colo do \u00fatero, \u00e2nus, p\u00eanis e orofaringe, al\u00e9m do impacto psicol\u00f3gico e social das les\u00f5es;<\/li>\n<li>Comprometimento da sa\u00fade geral em pessoas vivendo com HIV, especialmente quando o diagn\u00f3stico e o tratamento s\u00e3o tardios.<\/li>\n<\/ul>\n<p>No caso do HIV, o in\u00edcio precoce da terapia antirretroviral \u00e9 fundamental, pois permite controlar a infec\u00e7\u00e3o, preservar o sistema imunol\u00f3gico, reduzir complica\u00e7\u00f5es e impedir a transmiss\u00e3o. Quando o tratamento \u00e9 iniciado tardiamente, h\u00e1 maior risco de infec\u00e7\u00f5es oportunistas, interna\u00e7\u00f5es e pior qualidade de vida.<\/p>\n<p>Por isso, o diagn\u00f3stico precoce, o acompanhamento m\u00e9dico e o tratamento adequado s\u00e3o essenciais para evitar sequelas e garantir melhores resultados a longo prazo.<\/p>\n<p><strong>6) Quais s\u00e3o as formas de tratamento das ISTs?<\/strong><\/p>\n<p>O tratamento das infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis depende do agente causador da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>As ISTs de origem bacteriana e parasit\u00e1ria, como clam\u00eddia, gonorreia, s\u00edfilis e tricomon\u00edase, s\u00e3o, na maioria dos casos, cur\u00e1veis, desde que tratadas corretamente com antibi\u00f3ticos ou antiparasit\u00e1rios, conforme a orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p>J\u00e1 as ISTs virais, como herpes e HIV, em geral n\u00e3o t\u00eam cura definitiva, mas podem ser controladas de forma eficaz. No caso do herpes, o uso de antivirais reduz a frequ\u00eancia e a intensidade das crises. Para o HIV, a terapia antirretroviral permite controlar a infec\u00e7\u00e3o, preservar a imunidade e garantir qualidade de vida, al\u00e9m de reduzir a transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao HPV, o tratamento \u00e9 direcionado \u00e0s les\u00f5es causadas pelo v\u00edrus, como verrugas, les\u00f5es subcl\u00ednicas e altera\u00e7\u00f5es precursoras de c\u00e2ncer. A principal forma de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o, que reduz de maneira significativa o risco de infec\u00e7\u00e3o e de complica\u00e7\u00f5es futuras. A vacina tamb\u00e9m \u00e9 fundamental na preven\u00e7\u00e3o da hepatite B.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico precoce, o seguimento m\u00e9dico e o tratamento adequado s\u00e3o essenciais para evitar complica\u00e7\u00f5es e interromper a cadeia de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>7) Ap\u00f3s o tratamento \u00e9 necess\u00e1rio abstin\u00eancia ou \u00e9 poss\u00edvel retomar a vida sexual com prote\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>De modo geral, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar rela\u00e7\u00f5es sexuais at\u00e9 a conclus\u00e3o do tratamento e a completa melhora dos sintomas, al\u00e9m de garantir que os(as) parceiros(as) tamb\u00e9m sejam avaliados e tratados, quando indicado. Essa conduta \u00e9 fundamental para prevenir a reinfec\u00e7\u00e3o e interromper a cadeia de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>No caso de muitas ISTs bacterianas e parasit\u00e1rias, como as uretrites causadas por clam\u00eddia, gonorreia, micoplasma, ureaplasma e tricomon\u00edase, orienta-se aguardar um per\u00edodo m\u00ednimo ap\u00f3s o t\u00e9rmino da medica\u00e7\u00e3o \u2014 geralmente em torno de sete dias, dependendo da infec\u00e7\u00e3o e do esquema utilizado \u2014 antes de retomar a atividade sexual.<\/p>\n<p>Esse intervalo \u00e9 importante para garantir a elimina\u00e7\u00e3o do agente infeccioso e reduzir o risco de transmiss\u00e3o e reinfec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 importante n\u00e3o reiniciar as rela\u00e7\u00f5es antes que o(a) parceiro(a) tamb\u00e9m tenha sido adequadamente tratado(a), mesmo que o paciente j\u00e1 esteja sem sintomas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a libera\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, a retomada da vida sexual deve ocorrer com o uso consistente do preservativo, refor\u00e7ando as medidas de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>8) Existe alguma faixa et\u00e1ria com maior incid\u00eancia de ISTs?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. De modo geral, adolescentes e adultos jovens concentram uma parcela significativa dos casos de infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis. Isso ocorre, principalmente, pelo in\u00edcio da vida sexual, maior rotatividade de parceiros e uso nem sempre consistente do preservativo.<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 importante ressaltar que as ISTs tamb\u00e9m est\u00e3o presentes em outras faixas et\u00e1rias. Atualmente, observa-se um segundo pico de casos entre adultos mais velhos, especialmente a partir da meia-idade e na terceira idade.<\/p>\n<p>Esse fen\u00f4meno est\u00e1 relacionado a diversos fatores, como o uso de medicamentos para disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til, terapias de reposi\u00e7\u00e3o hormonal, maior preocupa\u00e7\u00e3o com sa\u00fade e qualidade de vida, al\u00e9m do surgimento de novas parcerias ap\u00f3s separa\u00e7\u00f5es, div\u00f3rcios ou viuvez. Nesses contextos, muitas pessoas deixam de priorizar o uso do preservativo, por n\u00e3o haver mais preocupa\u00e7\u00e3o com gravidez<\/p>\n<p>Por esse motivo, a preven\u00e7\u00e3o, a testagem e a orienta\u00e7\u00e3o em sa\u00fade sexual devem ser mantidas em todas as fases da vida.<\/p>\n<p><strong>9) Qual \u00e9 a IST mais comum entre mulheres e homens?<\/strong><\/p>\n<p>De forma geral, o HPV \u00e9 a infec\u00e7\u00e3o sexualmente transmiss\u00edvel mais comum ao longo da vida sexual, acometendo mulheres e homens em frequ\u00eancias semelhantes. Em seguida, destaca-se o v\u00edrus do herpes, e, entre as infec\u00e7\u00f5es cur\u00e1veis, a clam\u00eddia figura entre as mais frequentes.<\/p>\n<p>A clam\u00eddia merece aten\u00e7\u00e3o especial por ser frequentemente assintom\u00e1tica, o que favorece sua transmiss\u00e3o silenciosa e o diagn\u00f3stico tardio.<\/p>\n<p>Existe, na popula\u00e7\u00e3o em geral, a percep\u00e7\u00e3o de que as mulheres estariam mais expostas \u00e0s ISTs, especialmente pela forte associa\u00e7\u00e3o do HPV com o c\u00e2ncer do colo do \u00fatero. No entanto, \u00e9 fundamental refor\u00e7ar que ambos os sexos est\u00e3o igualmente expostos ao risco de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Atualmente, observa-se tamb\u00e9m um aumento dos c\u00e2nceres de orofaringe associados ao HPV, principalmente em homens, relacionados \u00e0 transmiss\u00e3o por meio do sexo oral, o que evidencia que o impacto dessas infec\u00e7\u00f5es vai al\u00e9m do sistema genital feminino.<\/p>\n<p>Por esse motivo, as estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o, vacina\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico precoce e acompanhamento m\u00e9dico devem ser igualmente valorizadas por mulheres e homens.<\/p>\n<p><strong>10) Recomenda\u00e7\u00f5es para o Carnaval \u2014 e que valem para o ano todo!<\/strong><\/p>\n<p>Para reduzir o risco de infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis durante o Carnaval e em qualquer per\u00edodo do ano, algumas medidas s\u00e3o fundamentais.<\/p>\n<p>O uso do preservativo em todas as rela\u00e7\u00f5es sexuais \u2014 vaginais, anais e, sempre que poss\u00edvel, orais \u2014 continua sendo a principal forma de preven\u00e7\u00e3o, devendo ser associado ao uso de lubrificante, que ajuda a reduzir microles\u00f5es e o risco de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Manter as vacinas em dia, especialmente contra HPV e hepatite B, \u00e9 outra medida essencial de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A testagem peri\u00f3dica, conforme o risco e a orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, tamb\u00e9m \u00e9 importante, j\u00e1 que muitas ISTs podem evoluir sem sintomas.<\/p>\n<p>Deve-se ainda evitar o consumo excessivo de \u00e1lcool e outras drogas, pois essas subst\u00e2ncias reduzem o julgamento, dificultam a negocia\u00e7\u00e3o do uso do preservativo e aumentam comportamentos de risco.<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es de poss\u00edvel exposi\u00e7\u00e3o, \u00e9 fundamental procurar rapidamente um servi\u00e7o de sa\u00fade ou centro especializado, pois existem estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o em casos espec\u00edficos, como a profilaxia p\u00f3s-exposi\u00e7\u00e3o (PEP) para o HIV, que deve ser iniciada dentro de uma janela de tempo adequada.<\/p>\n<figure style=\"width: 292px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/dr.jpg\" alt=\"Assintom\u00e1tico em 80% dos casos, o HPV pode evoluir para c\u00e2ncer trazendo ...\" width=\"292\" height=\"292\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Dr. Julio Zonzini<\/figcaption><\/figure>\n<ul>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Titular da Sociedade Brasileira de Urologia<\/span><\/li>\n<li>Coordenador do Departamento de Urologia Geral | IST da SBU-SP<\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Especialista em HPV<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muita informa\u00e7\u00e3o errada sobre sa\u00fade sexual ainda circula por a\u00ed\u2026 e a desinforma\u00e7\u00e3o pode colocar a sua vida em risco! Pensando nisso, o urologista Julio Zonzini preparou um conte\u00fado especial respondendo a 10 perguntas sobre as ISTs (Infec\u00e7\u00f5es Sexualmente Transmiss\u00edveis). 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