{"id":21277,"date":"2026-09-22T09:18:48","date_gmt":"2026-09-22T12:18:48","guid":{"rendered":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/?p=21277"},"modified":"2026-09-22T09:53:27","modified_gmt":"2026-09-22T12:53:27","slug":"dados-em-saude-do-ministerio-da-saude-mostram-que-mais-de-1-4-dos-meninos-nao-estao-imunizados-contra-o-hpv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sbu-sp.org.br\/publico\/dados-em-saude-do-ministerio-da-saude-mostram-que-mais-de-1-4-dos-meninos-nao-estao-imunizados-contra-o-hpv\/","title":{"rendered":"Dados em Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que mais de 1\/4 dos meninos n\u00e3o est\u00e3o imunizados contra o HPV"},"content":{"rendered":"<p><em>Na 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o da campanha #VemProUro, promovida pela Sociedade Brasileira de Urologia, o objetivo \u00e9 ampliar a cobertura vacinal entre os meninos de 9 a 14 anos, al\u00e9m de incentivar a consulta preventiva com um m\u00e9dico desde o in\u00edcio da adolesc\u00eancia para torn\u00e1-la um h\u00e1bito. <\/em><\/p>\n<p><strong>Setembro de 2026<\/strong> \u00a0&#8211; Diversos tipos de c\u00e2nceres, como \u00fatero, vulva, vagina, p\u00eanis, \u00e2nus e orofaringe podem ser prevenidos por meio da vacina\u00e7\u00e3o do Papilomav\u00edrus Humano (HPV). No entanto, apesar de dispon\u00edvel no SUS, o Pa\u00eds ainda n\u00e3o conseguiu atingir as metas desse imunizante entre os jovens, principalmente entre os meninos.<\/p>\n<p>N\u00fameros da Rede Nacional de Dados em Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, compilados pela SBU, revelam que, de 2014 a 2025, a taxa de cobertura no p\u00fablico feminino de 9 a 14 anos atingiu 86,22%, enquanto a cobertura entre o p\u00fablico masculino alcan\u00e7ou 74,55%.<\/p>\n<p>Para ajudar a reverter esse quadro a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) lan\u00e7a a 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o da campanha nacional #VemProUro, de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade do adolescente menino. Este ano o foco central \u00e9 ampliar a cobertura vacinal contra o HPV entre os meninos de 9 a 14 anos, al\u00e9m de incentivar a consulta preventiva com um m\u00e9dico desde o in\u00edcio da adolesc\u00eancia para torn\u00e1-la um h\u00e1bito.<\/p>\n<p>Nas redes sociais (@portaldaurologia) a campanha se amplia com posts, v\u00eddeos e lives que v\u00e3o esclarecer a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o para o HPV, como tamb\u00e9m outros assuntos da idade, como varicocele, tamanho do p\u00eanis, fimose, d\u00favidas sobre a puberdade, anabolizantes, masturba\u00e7\u00e3o, ere\u00e7\u00f5es inoportunas etc.<\/p>\n<p>\u201cHistoricamente, existe uma cultura de que a responsabilidade pela imuniza\u00e7\u00e3o contra o HPV e a preven\u00e7\u00e3o de c\u00e2nceres associados ao v\u00edrus recaiam predominantemente sobre as mulheres. Precisamos desmistificar essa ideia. O HPV tamb\u00e9m provoca s\u00e9rios problemas de sa\u00fade nos homens, como o c\u00e2ncer de p\u00eanis, de \u00e2nus e de orofaringe, al\u00e9m de verrugas genitais. Vacinar os meninos protege a sa\u00fade do pr\u00f3prio jovem e reduz drasticamente a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus na popula\u00e7\u00e3o\u201d, destaca Dr. Roni de Carvalho Fernandes, presidente da SBU.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a quebra de tabus na transi\u00e7\u00e3o do cuidado m\u00e9dico, tamb\u00e9m se faz necess\u00e1ria e importante para esse tipo de mobiliza\u00e7\u00e3o. Afinal, a frequ\u00eancia das adolescentes entre 12 a 19 anos non consult\u00f3rio m\u00e9dico \u00e9 de quase 2,5 vezes maior que a dos adolescentes meninos. E ao se comparar a ida das meninas de 12 a 18 anos ao ginecologista, e a dos meninos ao urologista, a discrep\u00e2ncia \u00e9 ainda maior: elas realizam 18 vezes mais atendimentos que eles.<\/p>\n<p>O Dr. Andr\u00e9 Tom\u00e9, urologista e Coordenador do Departamento de Urologia Geral da SBU-SP, recomenda uma consulta de avalia\u00e7\u00e3o urol\u00f3gica no momento da transi\u00e7\u00e3o dos cuidados pedi\u00e1tricos que deve acontecer por volta dos 12 a 13 anos, e desta forma, estabelecer um v\u00ednculo de confian\u00e7a com o especialista. \u201cA partir de ent\u00e3o, a periodicidade ideal \u00e9 anual ou sempre que o adolescente ou a fam\u00edlia identificarem sinais de alerta, como dor local, altera\u00e7\u00f5es no volume testicular, abaulamentos na virilha ou sintomas urin\u00e1rios an\u00f4malos\u201d, diz o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Ele recorda que, al\u00e9m de ajudar a fam\u00edlia a colocar em ordem a caderneta de vacina nestas consultas, o objetivo \u00e9 tamb\u00e9m orientar sobre as transforma\u00e7\u00f5es corporais, esclarecer d\u00favidas sobre sexualidade e realiza\u00e7\u00e3o do rastreio preventivo de infec\u00e7\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas urol\u00f3gicas, assim como mostrar as principais comorbidades que afetam o p\u00fablico masculino.<\/p>\n<p>\u201cMuitos adolescentes e pais associam o urologista exclusivamente a exames de pr\u00f3stata na maturidade, o que gera um receio infundado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 especialidade. \u00c9 preciso normalizar o cuidado urol\u00f3gico na juventude, mostrando que a consulta preventiva do adolescente \u00e9 um espa\u00e7o seguro de di\u00e1logo, educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e autonomia, essencial para garantir a fertilidade e o bem-estar na vida adulta.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico destaca ainda, que levando-se em conta que o fim da inf\u00e2ncia e in\u00edcio da puberdade entre 12 a 14 anos, o foco principal nessa faixa et\u00e1ria recai sobre o acompanhamento do desenvolvimento f\u00edsico, a orienta\u00e7\u00f5es sobre higiene \u00edntima, altera\u00e7\u00f5es na voz e no corpo, e esclarecimentos iniciais sobre sa\u00fade sexual. \u201cAdolesc\u00eancia intermedi\u00e1ria e tardia (15 a 18 anos), o atendimento passa a abranger a preven\u00e7\u00e3o ativa de Infec\u00e7\u00f5es Sexualmente Transmiss\u00edveis (ISTs), a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o contra o HPV, o uso de preservativos e a abordagem de quest\u00f5es psicossociais ligadas \u00e0 imagem corporal e \u00e0 fertilidade.<\/p>\n<p><strong>Consequ\u00eancias do HPV <\/strong><\/p>\n<p>A doen\u00e7a est\u00e1 entre as ISTs mais frequentes em todo o mundo, sendo respons\u00e1vel por cerca de 99% dos casos de c\u00e2ncer de colo de \u00fatero, mais de 80% dos tumores anais e cerca de 70% dos de orofaringe. Estima-se que 1\/3 dos homens seja portador de pelo menos um tipo de HPV genital (existem mais de 200 tipos).<\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o ocorre pelo contato direto com a regi\u00e3o infectada, principalmente durante rela\u00e7\u00f5es sexuais (vaginal, anal ou oral), mesmo sem penetra\u00e7\u00e3o ou sintomas vis\u00edveis. Na maioria dos casos, a infec\u00e7\u00e3o \u00e9 assintom\u00e1tica e combatida pelo sistema imune, por\u00e9m a sua persist\u00eancia pode acarretar s\u00e9rias complica\u00e7\u00f5es como o c\u00e2ncer. O uso do preservativo nas rela\u00e7\u00f5es sexuais reduz as chances de cont\u00e1gio, mas n\u00e3o previne 100%, j\u00e1 que o v\u00edrus pode estar presente em outras regi\u00f5es n\u00e3o cobertas. Por isso a vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 o m\u00e9todo mais eficaz de combate ao HPV.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o da campanha #VemProUro, promovida pela Sociedade Brasileira de Urologia, o objetivo \u00e9 ampliar a cobertura vacinal entre os meninos de 9 a 14 anos, al\u00e9m de incentivar a consulta preventiva com um m\u00e9dico desde o in\u00edcio da adolesc\u00eancia para torn\u00e1-la um h\u00e1bito. 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